FESTAS

TERNO DOS REIS

Festividade tradicional, sedimentada nos acontecimentos referidos pela Sagrada Escritura e herança que nos legaram os portugueses colonizados.

Desenvolve-se, em síntese, assim: O "terno", chegando à frente de uma casa, faz, sempre em versos, a "Saudação" ao dono da residência, solicitando permissão para cantar e, ao mesmo tempo, justificando-se da sua "Chegada".

Segue-se, já dentro da habitação e diante do presépio, a louvação, que gira em torno da "anunciação", "nascimento", "estrela guia", "Reis Magos", "adoração", "oferendas", "agradecimento" e "despedida", através de diversas "estações" que iniciam às vésperas do dia 25 de dezembro; dia de Natal; de 25 a primeiro do ano; de primeiro de janeiro a Dia de Reis, e, mesmo, posteriormente.

O objetivo da visita varia de um terno para o outro; alguns, visam unicamente louvar a memória do menino Jesus.

Outros, visam propiciar aos cantadores uma doce retribuição ao desgaste de suas cordas vocais, através de fartos comes e bebes que os donos da casa nunca se esquecem de oferecer.


FESTA DA UVA

A história que é contada aos visitantes da Festa da Uva é inspirada na saga dos imigrantes que chegaram em 1875, oriundos das regiões italianas de Lombardia, Vêneto e Tirol.

Fugiram da miséria que assolava a Itália após a unificação. Vinham atraídos pelo discurso dos recrutadores e pelo sonho de serem proprietários de terra no Novo Mundo. Receberam 8 mil quilômetros quadrados de terra na Encosta Superior do Nordeste do Rio Grande do Sul. Terras devolutas, inaproveitáveis para a produção agrícola, que precisavam ser povoadas.

A vinda deles e os recursos para adquirirem os lotes, ferramentas e sementes foram financiados pelo governo brasileiro, que estipulou um prazo entre cinco e dez anos para pagamento da dívida. Os colonos recebiam título provisório da terra quando quitavam 20%. Dívida paga, o título era entregue em definitivo.

Aos poucos, os descendentes dos imigrantes viram as dificuldades da nova pátria sendo superadas, tornando-se verdadeiramente a terra da "fartura". A cultura trazida pelos imigrantes italianos, transmitida pelas gerações, foi propagada por todo o Estado, ultrapassando as fronteiras gaúchas.


OKTOBERFEST

A Oktoberfest se espelha na festa do mesmo nome realizada em Munique, na Alemanha, desde 1810, quando o então Rei Luis I, para comemorar o seu casamento com a princesa Tereza da Saxônia, organizou uma festa com uma corrida de cavalos.

Com o sucesso da festa, o evento passou a ser realizado todos os anos, sendo introduzidas diversas atrações inclusive a cerveja.

Hoje a Oktoberfest de Munique, recebe anualmente quase 10 milhões de pessoas que consomem aproximadamente 7 milhões de litros de cerveja, transformando-se numa das maiores festas populares do mundo.

A tradição desse festival veio junto com os imigrantes alemães, que já promoviam festas típicas há muitos anos nos Clubes de Caça e Tiro. Muita música, comida, cerveja e danças típicas, transformaram a Oktoberfest numa das maiores festas populares do Brasil.


FESTAS JUNINAS

No Rio Grande do Sul as festas de junho estão ligadas ao solstício de inverno e são quatro, os santos do mês: Santo Antonio (13), São João (24) e São Pedro e São Paulo (29).

São festas importantes no calendário gaúcho e sua alegria não tira a seriedade das comemorações. O que se deve impedir - e o tradicionalismo está vencendo esta batalha - é a aparição de festas caipiras, que de caipiras não tem nada e visam colocar em ridículo um tipo humano de cultura tão importante como o gaúcho, que já mereceu estudos sérios de homens como Mário de Andrade, Amadeu Amaral e Alceu Maynard Araújo.

E se dizer que houve um tempo em que sociedades importantes e escolas sérias realizavam até os famigerados "casamentos na roça" em nosso estado!

Texto retirado da paginadogaucho.com.br.